Conviver com psoríase leve foi algo que aprendi aos poucos. No meu caso, ela aparece principalmente nos braços e no couro cabeludo, e apesar de não ser grave, afeta bastante meu bem-estar. Por muito tempo, confundi os sintomas com dermatite, o que é bem comum, já que as duas condições podem se parecer. Mas elas não são a mesma coisa — e saber a diferença muda tudo, inclusive o tratamento.
Psoríase e Dermatite: qual a diferença?
A psoríase é uma doença autoimune, inflamatória e crônica. A pele se renova rápido demais, formando placas espessas, com coceira, vermelhidão e descamação, principalmente no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

Já a dermatite é um grupo de inflamações da pele, como a atópica (mais comum em peles sensíveis) ou a seborreica (que afeta o couro cabeludo e áreas oleosas). Em geral, causa vermelhidão, coceira e descamação, mas com causas diferentes: pode estar relacionada a alergias, fungos ou desequilíbrios na barreira da pele.

O que funcionou pra mim
Para controlar a psoríase no couro cabeludo, comecei a usar o Shampoo Kertyol P.S.O., da Ducray, indicado por dermatologistas. Ele tem ácido salicílico, que ajuda a remover as escamas, e Celastrol, um ativo anti-inflamatório que alivia o desconforto. Desde que incluí esse shampoo na minha rotina, senti alívio rápido da coceira e redução das placas — e isso com uso de duas a três vezes por semana.

Segundo dados da marca, após 4 semanas de uso, 77% das pessoas relataram menos coceira, e quase 80% notaram melhora na qualidade de vida. É um tratamento de manutenção, mas que me devolveu o controle.
Tratamentos que os dermatologistas recomendam
Seja psoríase ou dermatite, o tratamento precisa ser individualizado. Mas no geral:
Para psoríase:
- Cremes ou shampoos com ácido salicílico, ureia ou calcipotriol;
- Corticoides tópicos nas crises;
- Fototerapia ou imunobiológicos, em casos mais graves;
- Hidratação constante para reforçar a barreira da pele.
Para dermatite:
- Cremes hidratantes e calmantes com ativos como ceramidas e pantenol;
- Corticoides leves nas fases agudas (com prescrição);
- No caso da dermatite seborreica, shampoos antifúngicos;
- Evitar alérgenos e fragrâncias em produtos de uso diário.
No meu caso, além do shampoo, mantenho uma rotina suave de cuidados com a pele, evito estresse (na medida do possível) e uso hidratantes sem perfume. Ainda tenho crises, mas aprendi a prevenir e lidar com elas de forma mais leve.

Saber reconhecer os sinais da sua pele e procurar ajuda especializada fez toda a diferença pra mim. Com informação, diagnóstico certo e os produtos adequados, dá pra ter mais conforto, menos coceira — e uma pele mais tranquila, mesmo nos dias difíceis.



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