Atualmente há um movimento bem forte sobre a importância de amarmos e aceitarmos nossos corpos como eles são, principalmente pensando em belezas individuais, mas a realidade é que muitas vezes a conta não fecha e isso demonstra que também é importante termos muito cuidado com esses tipos de movimentos tão “otimistas” e muitas vezes nada realistas.
Body Neutrality, já ouviu falar? É um termo recente que discute e defende o foco principal na neutralidade corporal, ou seja, no que o corpo faz ou invés de focar em sua aparência.

Estamos mais acostumadas a ler ouvir sobre o termo “Body Positive” que tem sua bandeira levantada em todo canto (e inclusive já falamos asobre isso por aqui!) e é claro que a positividade corporal, através do foco nas nossas boas qualidades é benéfico, mas torna-se importante entender que o excesso de positividade não é possível em nenhuma área da vida.
É fato de que não conseguimos – e nem devemos – nos amar todos os dias e nem olharmos nos espelhos e aceitar nossas imprefeições tão facilmente, somos humanos! Por isso o novo movimento de Neutralidade Corporal nos convida a percebermos no dia-a-dia tudo o que o nosso corpo faz e nos proporciona, assim aprendemos realmente a amá-lo além da estética.
O nosso corpo é o responsável por nos levantar de manhã, por nos locomover, nos alimentar, gerar outras vidas, segurar objetos, descansar, e tantas e tantas coisas que lidamos no automático. Já parou pra pensar sobre isso? É aí que está a real beleza de sermos quem somos e de amarmos nossos corpos.
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Além dessa reflexão ajudar de fato no “eu amo e aceito o meu corpo como ele é”, também nos auxilia a praticar a atenção plena, percebendo no presente cada movimentação e tudo o que o nosso corpo realmente nos proporciona. Segundo a American Psychological Association isso tende a promover a redução do estresse, aumento da retenção de memória, foco e satisfação nos relacionamentos, nos tornando mais conscientes!
Mas vale o alerta: a neutralidade corporal pode nos fazer mais feliz do que a positividade, mas precisamos diariamente corrigir em nós mesmas padrões e “normalidades” impostos pela sociedade. É sabido que existe sim uma discriminação por peso, tipo de beleza e estatura, afetando até mesmo meios profissionais onde a pessoa precisa (ou ganha mais que outras) ser magra, alta e bonita.
Apesar de estarmos passando por um momento dificil a nível global, esse é uma época muito positiva para praticar Body Neutrality, afinal, em meio a uma pandemia a nossa saúde, orgãos vitais e meio físico funcionando bem já é um grande motivo para agradecermos e reconhecermos as potencialidades de nosso corpo além da beleza.
Lembre-se também: corpo e mente são totalmente conectados, a partir dessa compreensão passamos também a querer nos nutrir melhor, a enxergar os combustíveis que damos ao nosso corpo e a prezar por uma rotina que nos movimente e nos proporcione disposição e bem estar! CHECK MATE!
Recalcule a rota e direcione seus elogios (para si ou outras pessoas) além da aparência, comece a perceber o seu valor – o valor dos outros!

O corpo perfeito mesmo não é o mais magro, esbelto e/ou malhado…e sim aquele que te nutre, que te permite viver, que te faz chegar em qualquer lugar. E tudo bem não estar bem o tempo todo, não se achar bonita o tempo todo, só procure não se comparar e nem aceitar ocupar um espaço que não te pertence só porque revistas, marcas, empresas, e qualquer outro meio externo te disse que é o correto.
No seu corpo existem marcas que contam a sua história e que te faz viver experiências unicas!
Beijos,
Mari


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