O uso de animais vertebrados para pesquisas científicas, testes e desenvolvimentos de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes é proibido nos países da União Europeia, e também em Isarel, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Índia, Colômbia, México, entre outros.
Em dezembro do ano passado, (finalmente!) essa medida foi concedida no Brasil, quando o Senado aprovou o projeto PLC 70/2014, que proíbe o uso de animais em pesquisas e testes para a produção de cosméticos. Segundo prevê o projeto de lei, as empresas nacionais têm dois anos para rever suas políticas e adotar métodos alternativos.
Com as recentes proibições (agora a nível nacional!) somadas a conscientização e demanda dos consumidores por produtos mais sustentáveis e cruelty-free, as marcas de cosméticos estão sendo, cada vez mais, obrigadas a buscar soluções inovadoras e investir em novas tecnologias.

Nessa busca por tecnologias de ponta, a Creamy, marca brasileira de dermocosméticos, esta investindo em um projeto voltado para a criação de pele humana artificial, em parceria com o Laboratório de Bioensaios de Segurança e Eficácia de Produtos Cosméticos (LABSEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A criação da pele humana equivalente, como também é chamada, além de substituir a testagem dos cosméticos em animais, permite que os cientistas façam avaliações mais precisas, garantindo maior eficiência e desempenho dos produtos.
O projeto deve durar dois anos até atingir garantia de eficácia mas, desde já, a Creamy demonstra responsabilidade social, busca por produtos de excelência e pela confiança constante de seus consumidores.

Como é desenvolvida a pele humana artificial?
A criação de pele humana equivalente acontece em laboratório através de bioimpressão 3D, resultantes de recriação in vitro. Para isso, são usadas células isoladas de tecidos cutâneos descartados, como os de cirurgias plásticas (com consentimento do doador), para a formação de um novo tecido artificial. A epiderme é reconstruída por meio da cultura de queratinócitos, responsáveis pela produção de queratina, e melanócitos, responsáveis pela produção de melanina. Enquanto a derme, “nasce” a partir da cultura de fibroblastos humanos cultivados em gel de colágeno.

Outras marcas nacionais já aderiram a pele humana equivalente:
Apesar de inovador, os estudos e desenvolvimentos de modelos de pele humana já existem há anos, até mesmo para outras finalidades, como criação de próteses inteligentes. No Brasil, a primeira amostra de pele humana reconstruída foi finalizada em 2006, no laboratório da USP.
Em 2015 o Grupo Boticário foi pioneiro no uso de pele humana criada em laboratório, e em 2019 foi inaugurado, no Rio de Janeiro, o Episkin, primeiro laboratório de bioengenharia de tecidos no Brasil, do Grupo L’Óreal.
Além de O Boticário e L’Óreal, a Natura, que desde 2006 já investe em métodos alternativos para teste de seus produtos, também anunciou recentemente o uso de tecnologia para o desenvolvimento de pele e outros órgãos humanos, chamada de Human-on-a-chip. A tecnica estava em estudo desde 2009 e foi desenvolvida em parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LnBio) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
Avanços e tecnologias voltados ao universo da beleza me interessam demais! E confesso que adorei me aprofundar nesse tema e entender melhor sobre uma tendência tão promissora para as marcas mundiais, o fim do teste em animais!
Gostaram da notícia? Espero que sim!
Beijo e boa semana,
Mari



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