Já reparou como basta uma celebridade mostrar um produtinho novo para, de repente, ele virar desejo coletivo? Pois é. Se antes eram as marcas que ditavam o que chegava às nossas prateleiras, hoje quem puxa a fila muitas vezes são as famosas, que transformam sua rotina pessoal em tendência global.
Foi só Hailey Bieber falar em “glazed skin” que uma enxurrada de hidratantes luminosos apareceu. Selena Gomez construiu uma Rare Beauty que vai muito além da maquiagem: fala de saúde mental, aceitação e diversidade de tons. Rihanna, com Fenty Beauty, praticamente obrigou toda a indústria a repensar suas cartelas de base. E Kylie Jenner continua mostrando como o poder de uma narrativa pessoal faz qualquer fórmula virar desejo instantâneo.

Essas celebridades não apenas lançam produtos: elas moldam comportamentos de consumo. As pessoas querem a pele de Hailey, o glow de Zendaya, a naturalidade de Anya Taylor-Joy. E a indústria corre atrás, ajustando fórmulas e embalagens para transformar esse desejo em algo tangível.
No Brasil, a história não é diferente. Bruna Marquezine, hoje embaixadora da YSL Beauty, tem peso para legitimar tendências entre o público jovem. Marina Ruy Barbosa e sua parcerias com marcas de beleza mostram como a autenticidade local também tem força para movimentar o mercado. Celebridades brasileiras não só divulgam produtos: elas ajudam a traduzir as tendências globais para o nosso repertório cultural.

É claro que há muito marketing envolvido, mas não dá pra negar que existe também um fator de autenticidade. Quando uma famosa repete um ritual, compartilha resultados visíveis e mostra proximidade com seu público, a influência é imediata. Foi assim com os séruns de niacinamida, que viraram febre depois de aparecerem em rotinas simplificadas, e com as máscaras faciais de tecido, que ganharam força em bastidores de clipes e stories.
No fim, o que temos é uma dança de duas forças: a ciência trazendo inovação e as celebridades dando palco, narrativa e desejo. E sejamos honestas: quem nunca comprou um produto porque queria “a pele de fulana” ou “o cabelo de sicrana”?
Vale a reflexão…
Bjo, bjo
Mari



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